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O cliente não tem culpa da venda que você perdeu antes dele

Paul em destaque na capa do artigo “O cliente não tem culpa da venda que você perdeu antes dele”, com elementos visuais de reunião, análise e comportamento em vendas.

Você perdeu uma venda às 10h e às 10h30, entra outro cliente. Ele não sabe o que aconteceu antes, nem que você ouviu um “não”, que tomou um chá de cadeira, que aquela proposta que parecia fechada morreu na última hora ou que você acabou de descobrir que o concorrente levou um negócio que você jurava estar na sua mão.

E, principalmente, ele não tem nada a ver com isso. Mesmo assim, tem vendedor que entra na próxima conversa carregando tudo. A voz muda, a paciência diminui, escuta fica pior e o entusiasmo desaparece. A abordagem que deveria começar do zero começa no negativo. Resultado?

Uma venda perdida pode começar a destruir a próxima.

E aí já não estamos falando apenas de rejeição em vendas. Estamos falando da capacidade profissional de reiniciar emocionalmente.

O ponto central

Vendedor profissional não é aquele que nunca se abala. É aquele que não entrega ao próximo cliente a conta emocional do cliente anterior.

Uma venda perdida pode estragar duas se você deixar

Existe uma diferença importante entre sentir uma derrota e continuar trabalhando de dentro dela.

Claro que perder uma venda incomoda.

Principalmente aquela que você trabalhou durante dias ou semanas.

Não vejo vantagem nenhuma em fingir que isso não afeta ninguém.

O problema começa quando a frustração atravessa a porta da próxima reunião.

E isso não é apenas uma impressão. Pesquisadores que estudaram o efeito de experiências negativas com clientes sobre profissionais de linha de frente encontraram evidências de que uma interação ruim pode comprometer a qualidade do atendimento oferecido ao cliente seguinte. Ou seja: existe, sim, um efeito de transbordamento entre uma interação e outra.

É exatamente isso que o vendedor precisa aprender a interromper.

O próximo cliente não merece sua energia pela metade

Imagine que você entra em uma loja. O vendedor está seco, responde rápido demais e parece sem paciência.

Não pergunta quase nada e você sente que ele gostaria de estar em qualquer outro lugar, menos ali na sua frente.

Agora imagine descobrir que, cinco minutos antes, outro cliente tratou esse vendedor mal ou desistiu de uma compra enorme. Isso explicaria o comportamento, certo? Mas melhoraria a sua experiência? Sabemos que não.

O cliente não recebe nosso contexto emocional junto com o atendimento, recebe o atendimento.

No próprio conteúdo aqui no blog, sobre motivação no atendimento, esse princípio já aparece de outro ângulo: o cliente não sabe o que aconteceu antes daquela interação e percebe principalmente como foi tratado naquele momento. E nas vendas, eu levaria isso ainda mais longe: cada novo cliente deveria encontrar uma nova conversa.

Profissionalismo também é saber zerar o placar

Eu gosto muito da lógica do esporte. Uma bola na trave não entra no placar da próxima jogada.

No palco acontece algo parecido. Uma reação ruim em determinado momento não pode ganhar o direito de comandar todo o restante da apresentação. Em vendas, também precisamos aprender a zerar.

Não estou falando de apertar um botão mágico e esquecer instantaneamente a frustração. Estou falando de perceber:

“Isso aconteceu. Agora começa outra coisa.”

Essa mudança parece pequena, mas interfere em postura, voz, atenção e capacidade de ouvir.

Pesquisas específicas com vendedores também associam a capacidade de regular as próprias emoções a menos estresse e conflito interpessoal e, indiretamente, a melhor desempenho profissional.

Então controle emocional aqui não significa virar uma pedra.

Significa não deixar um episódio dirigir o próximo.

Como lidar com uma venda perdida: não confunda sentir frustração com trabalhar frustrado

Essa diferença é fundamental.

Tem gente que acha que profissional bom não fica triste, irritado ou frustrado.

Eu não compro essa ideia.

Profissional é gente.

O problema não está em sentir.

Está em jogar a emoção em cima de quem chegou depois.

Você pode precisar de alguns minutos.

Pode levantar, beber água, reorganizar as ideias, revisar o que aconteceu, conversar com alguém ou simplesmente ficar em silêncio por um instante.

O que não dá é transformar o próximo cliente em depósito da venda anterior.

Existe inclusive pesquisa experimental mostrando que emoções negativas provocadas por interações difíceis podem permanecer depois do episódio e influenciar o profissional.

Então ignorar a emoção não resolve.

O objetivo é processar e voltar.

O cliente seguinte não é sua chance de revanche

Outro erro acontece quando a frustração vira pressa.

O vendedor perdeu uma venda e entra na próxima pensando:

“Agora eu preciso fechar.”

Perigoso.

Porque o cliente deixa de ser uma pessoa e começa a virar uma oportunidade de compensação.

A escuta encurta.

A ansiedade aumenta.

O vendedor força o fechamento.

Ele tenta recuperar naquela conversa aquilo que perdeu na anterior.

Só que o novo cliente não entrou ali para restaurar sua autoestima ou salvar sua meta.

Ele entrou com uma necessidade própria.

No artigo sobre rejeição em vendas, o Paul & Jack já trabalha a importância de não transformar cada “não” em um julgamento sobre o próprio valor.

Aqui está a continuação dessa lógica: se o “não” não define você, ele também não deveria definir a maneira como você trata a próxima pessoa.

Cada cliente precisa encontrar você começando de novo

Para mim, essa é a grande disciplina. Não é entrar em todas as reuniões eufórico, nem sorrir artificialmente, tampouco fingir que o dia está maravilhoso. É chegar presente.

Porque o próximo cliente talvez seja exatamente aquele que queria comprar. Talvez tenha indicação, já conheça a empresa e esteja pronto.

Só que ele não sabe que você está no quinto “não” do dia, e cá pra nós, seria no mínimo um absurdo exigir que soubesse.

A pesquisa sobre experiências consecutivas de atendimento ajuda a mostrar que essa passagem emocional entre clientes existe e pode afetar a entrega seguinte.

Por isso, uma das competências mais importantes de quem trabalha com público talvez seja também uma das menos faladas: saber terminar uma interação antes de começar a outra.

Você perdeu?

Aprenda.

Ficou irritado?

Reconheça.

Precisa de dois minutos?

Use.

Mas, quando o próximo cliente chegar, volte.

Porque ele não tem culpa da venda que você perdeu antes dele.

E também não merece perder a oportunidade de conhecer o seu melhor trabalho por causa dela.

Vendas, energia e comportamento

Sua equipe sabe ouvir um “não” sem levar esse peso para o próximo cliente?

Em Os 10 Segredos do Vendedor Mágico, Paul & Jack trabalham rejeição, energia, disciplina, comportamento e performance comercial usando conteúdo, humor, mágica e experiência de palco.

Conheça Os 10 Segredos do Vendedor Mágico

A palestra possui inclusive um bloco específico sobre Lei das Médias e rejeição em vendas, além de conteúdos relacionados a energia, disciplina e produtividade comercial.

Além de palestras de vendas, ofereço diversos outros tipos de palestras, como:

Perguntas frequentes

Como não levar uma venda perdida para o próximo cliente?

O primeiro passo é reconhecer que a frustração existe e criar uma interrupção entre as duas interações. O objetivo não é fingir que nada aconteceu, mas recuperar presença suficiente para começar a próxima conversa sem descarregar nela a experiência anterior.

É normal ficar frustrado depois de perder uma venda?

Sim. Uma negociação perdida pode gerar emoções negativas, especialmente quando havia expectativa de fechamento. O problema profissional começa quando esse estado passa a comprometer as interações seguintes. Pesquisas sobre trabalho de linha de frente mostram justamente a possibilidade desse efeito de transbordamento.

Controle emocional significa esconder o que estou sentindo?

Não. Regular uma emoção é diferente de fingir que ela não existe. Em vendas, a capacidade de administrar emoções tem relação com menor estresse e conflito e com melhores resultados profissionais.

Como lidar melhor com o “não” em vendas?

Além de analisar o motivo da perda, é importante não transformar uma negativa em julgamento pessoal. O Paul & Jack já trabalha esse ponto por meio da Lei das Médias, tratando rejeição como parte estrutural do processo comercial.

Por que o estado emocional do vendedor importa?

Porque emoções podem influenciar voz, postura, atenção e comportamento durante uma interação. Estudos sobre atendimento e vendas mostram que experiências emocionais anteriores e a forma de regulá-las podem afetar a entrega profissional posterior.

Te convido agora da dar o play no vídeo abaixo, é uma matéria do SBT sobre o impacto das minhas palestras.
Depois disso, é só me chamar.

Gostou do conteúdo? Imagina o quanto você irá amar a Palestra os 10 Segredos do Vendedor Mágico!

Paul Friedericks é mágico, palestrante e especialista em vendas com impacto emocional. Já ministrou palestras e treinamentos para equipes comerciais em todo o Brasil, levando às empresas uma abordagem prática, provocadora e centrada em alta performance com leveza e verdade.

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