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Palestra para clientes e parceiros: como fortalecer relacionamento sem transformar o evento em propaganda

Paul & Jack em arte sobre palestra para clientes e parceiros em eventos corporativos

Quando uma empresa convida clientes e parceiros para um evento, existe uma tentação bastante compreensível: aproveitar aquele público reunido para falar da própria empresa, apresentar diferenciais, mostrar produtos, contar conquistas e colocar a marca no centro de praticamente toda a programação.

Até certo ponto, faz sentido. Afinal, foi a empresa que criou o encontro.

O problema começa quando o convidado percebe que aceitou participar de uma experiência e acabou sentado diante de uma apresentação comercial longa, apenas com iluminação melhor e coffee break.

Um evento de relacionamento não deveria ser uma reunião de vendas disfarçada.

Antes de escolher palestra, atração ou qualquer outro formato, eu faria uma pergunta bem mais simples: o que essas pessoas vão receber em troca do tempo que decidiram passar conosco?

Essa resposta muda completamente a construção do evento.

Como deve ser uma palestra para clientes e parceiros?

Uma palestra para clientes e parceiros precisa entregar valor ao público antes de promover a empresa anfitriã. O conteúdo deve fazer sentido para aquelas pessoas, estimular reflexão, conversa ou conexão e respeitar o contexto do relacionamento.

A marca pode e deve estar presente na experiência. Isso não significa transformar a apresentação em propaganda institucional.

Existe uma diferença importante entre alguém sair pensando “que empresa interessante organizou esse encontro” e sair pensando “me convidaram para assistir a um comercial de uma hora”.

O convidado não veio ao evento para ouvir sua empresa falar de si mesma o tempo inteiro

Quando a plateia é formada por colaboradores, determinados assuntos pertencem naturalmente à conversa. Estratégia, metas, processos, cultura e decisões internas fazem parte daquela relação.

Com clientes e parceiros, a lógica muda.

É evidente que a empresa pode apresentar novidades, reconhecer pessoas importantes, comunicar movimentos ou explicar determinado produto. O problema é imaginar que tudo aquilo que interessa à organização automaticamente interessa ao convidado.

Por isso, gosto de pensar na empresa como anfitriã do evento, e não como protagonista obrigatória de todos os minutos.

Um bom anfitrião não passa o jantar inteiro contando como sua casa é maravilhosa. Ele cria condições para que as pessoas tenham vontade de estar ali. O mesmo raciocínio vale para eventos corporativos.

EVENTO DE RELACIONAMENTO
Se o convidado sente que foi chamado apenas para ouvir sua empresa falar de si mesma, talvez você tenha criado uma apresentação comercial. Não uma experiência.
Em eventos para clientes e parceiros, a marca pode ganhar força justamente quando entrega conteúdo, relacionamento e memória sem tentar ocupar cada minuto da conversa.

Primeiro defina o que você quer provocar

Nem todo evento para clientes precisa de uma palestra. Essa distinção é importante. Se a empresa deseja provocar uma reflexão comum diante de uma grande plateia, a palestra pode funcionar muito bem.

Se o objetivo é aproximação e relacionamento, talvez uma experiência circulante faça mais sentido. Em feiras, a atração pode precisar gerar curiosidade, criar interação e aproximar visitantes.

Em premiações ou jantares, o principal objetivo pode estar em celebração, entretenimento e memória. O histórico do próprio Paul & Jack mostra como esses formatos podem mudar.

Já num coquetel corporativo da Oji Papéis, por exemplo, o formato utilizado foi o close-up, com interação direta entre os participantes durante aproximadamente 90 minutos.

Em vez de reunir todos diante de um palco, a experiência acontecia no próprio ambiente do encontro.

Veja o evento realizado para a Oji Papéis

Esse exemplo mostra algo fundamental: o formato deveria nascer do objetivo, e não o objetivo ser adaptado ao formato que alguém decidiu contratar.

O que você quer que aconteça entre as pessoas?

Essa pergunta pode ser mais importante do que “qual palestra devemos contratar?”. Talvez a empresa queira aproximar clientes ou criar relacionamento entre parceiros que normalmente não conversam.

Pode querer reconhecer uma trajetória, agradecer resultados, apresentar um novo momento ou criar uma experiência que fortaleça aquela relação.

Cada cenário pede escolhas diferentes. E existe outro detalhe: nem todo valor do evento acontece no palco.

Conversas antes da apresentação, intervalos, almoço, jantar e networking também fazem parte da experiência.

Se o objetivo é aproximar pessoas, preencher cada minuto disponível com alguém falando pode ser contraproducente.

Às vezes, uma boa apresentação cria justamente aquilo que acontece depois dela: assunto para conversar.

Palestra personalizada não é merchandising de 60 minutos

Personalização é importante. Propaganda excessiva é outra coisa. Existe uma grande diferença entre conhecer a empresa, seus produtos, seus clientes e seu mercado para tornar a palestra mais próxima daquela realidade, e simplesmente colocar o nome da marca em cada história apresentada.

Uma personalização realmente bem feita pode aparecer na linguagem, nos exemplos, no contexto, nas referências e na compreensão daquilo que levou aquelas pessoas ao evento.

Já falei mais profundamente sobre isso em Palestra personalizada não é colocar o logo no slide.

Quando a personalização funciona, a plateia percebe que aquela palestra pertence ao evento e se vira propaganda, também, e geralmente muito rápido.

Eventos diferentes pedem experiências diferentes

Outro exemplo aparece na Oxiteno, durante uma feira realizada no Expo Transamérica.

Ali, o objetivo da apresentação era completamente diferente de uma palestra convencional. Trabalhei diretamente no ambiente do estande, criando interação com clientes e visitantes e ajudando a comunicar a presença da empresa dentro da feira.

Conheça a participação no estande da Oxiteno

Agora compare esse cenário com um jantar corporativo.

Em um evento da Associação Brasileira de Telesserviços, Paul & Jack realizou close-up entre aproximadamente 400 convidados durante uma premiação.

Veja o evento da Associação Brasileira de Telesserviços

Mesmo profissional, públicos corporativos, objetivos completamente diferentes.

É por isso que “evento para clientes” é uma definição ampla demais para determinar sozinha qual formato será melhor.

Isso não é uma receita, mas uma maneira de impedir que a escolha comece pela pergunta errada.

Quando a marca deve aparecer?

Ela precisa aparecer quando acrescenta contexto, não apenas para cumprir tabela.

Se determinado produto, conceito ou história da empresa possui relação direta com aquilo que está sendo discutido, ele pode entrar naturalmente.

O problema é interromper uma boa narrativa só para garantir mais uma citação institucional.

A presença da marca não precisa ser medida pela quantidade de vezes que seu nome foi pronunciado, mas pela qualidade da experiência que ela proporcionou.

Um caso interessante é o trabalho da Parex Group durante a FEICON. Paul & Jack participou do estande durante vários dias, usando interação, humor e mágica dentro de uma experiência vinculada ao ambiente da marca.

Veja a ação realizada com a Parex Group na FEICON

Ali, marca e experiência precisavam andar juntas.

Isso é diferente de simplesmente inserir uma propaganda dentro de uma palestra.

O que seu convidado deveria levar para casa?

Não estou falando do brinde, mas de memória e há uma pergunta que considero excelente para qualquer organizador:

Se daqui a uma semana alguém perguntar sobre nosso evento, o que gostaríamos que essa pessoa contasse?

Acredito que uma ideia interessante, ou que fale de uma conversa. Talvez lembre de uma surpresa e até possa contar uma história que ouviu.

Pode simplesmente responder: “Foi diferente. Valeu a pena ter ido.” Clientes e parceiros emprestam tempo para uma empresa quando aceitam um convite. O mínimo que podemos fazer é devolver esse tempo em forma de algo que tenha valor.

ANTES DE CONTRATAR
Não pergunte primeiro “qual palestra cabe no evento?”. Pergunte “qual experiência faz sentido para quem estamos convidando?”.
Quando o objetivo fica claro, tema, formato, duração, nível de interação e até o momento da apresentação dentro da programação tornam-se muito mais fáceis de decidir.

10 perguntas para fazer antes de contratar

Antes de falar em tema, duração ou cachê, eu responderia:

  • Quem estará na plateia?
  • Qual é a relação dessas pessoas com a empresa?
  • Por que foram convidadas?
  • Queremos ensinar, aproximar, agradecer, reconhecer ou surpreender?
  • O encontro possui objetivo comercial direto?
  • Quanto tempo queremos reservar para relacionamento?
  • O público ficará sentado ou circulando?
  • Existe alguma mensagem que realmente precisa aparecer?
  • O evento é formal, comemorativo ou híbrido?
  • O que gostaríamos que os convidados lembrassem uma semana depois?

Essas respostas ajudam muito mais do que procurar simplesmente uma lista dos “melhores temas para eventos corporativos”.

O PONTO CENTRAL
Sua marca não precisa ocupar todo o palco para ocupar um espaço maior na memória do convidado.
Relacionamento cresce quando a empresa deixa de pensar apenas no que deseja dizer e passa a pensar também no que vale a pena entregar para quem aceitou o convite.

Depois de participar de palestras, feiras, congressos, jantares, premiações, coquetéis e diferentes encontros corporativos, uma coisa ficou bastante clara para mim: uma boa experiência precisa respeitar o ambiente em que acontece.

O que funciona dentro de uma feira pode fracassar num jantar. O que funciona diante de colaboradores pode soar inadequado diante de clientes. E até uma excelente palestra pode estar no evento errado quando ninguém começou pela pergunta certa.

Paul & Jack no seu evento para clientes e parceiros

Paul & Jack atua com diferentes formatos para eventos corporativos, incluindo palestras, palestra-show, show de salão, close-up e experiências para feiras e convenções.

A escolha começa entendendo público, ambiente e objetivo.

Além de palestras de vendas, ofereço diversos outros tipos de palestras, como:

EVENTOS PARA CLIENTES E PARCEIROS
Que experiência você quer que seus convidados associem à sua marca quando o evento terminar?
Paul & Jack combina conteúdo, humor, mágica, interação e diferentes formatos de apresentação para criar experiências adaptadas ao perfil do público e ao objetivo de cada encontro.


FALE COM PAUL & JACK →

Perguntas frequentes

Qual palestra funciona melhor para um evento com clientes?

Depende do objetivo e do perfil dos convidados. Conteúdos ligados a comportamento, relacionamento, vendas, liderança, motivação ou atendimento podem funcionar quando possuem relação verdadeira com aquela audiência.

Todo evento para clientes precisa ter palestra?

Não. Dependendo do objetivo, podem fazer mais sentido palestra-show, entretenimento, close-up, ativação, networking ou uma combinação de formatos.

A palestra deve falar sobre a empresa anfitriã?

Pode utilizar contexto, referências e mensagens relevantes da empresa. O importante é que isso ajude a experiência, em vez de transformar o conteúdo numa apresentação institucional.

Qual a diferença entre personalização e propaganda?

Personalização aproxima o conteúdo da realidade daquela plateia. Propaganda coloca a empresa no centro mesmo quando isso não acrescenta nada à mensagem.

Como escolher o formato certo?

Comece pelo objetivo do encontro, perfil dos convidados, ambiente, quantidade de pessoas, nível de interação desejado e memória que a empresa pretende criar.

Te convido agora da dar o play no vídeo abaixo, é uma matéria do SBT sobre o impacto das minhas palestras.
Depois disso, é só me chamar.

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Paul Friedericks é mágico, palestrante e especialista em vendas com impacto emocional. Já ministrou palestras e treinamentos para equipes comerciais em todo o Brasil, levando às empresas uma abordagem prática, provocadora e centrada em alta performance com leveza e verdade.

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